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Oficina
de Hemeroteca
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Hemeroteca
é o local no interior das bibliotecas onde estão
arquivadas as coleções de jornais, revistas,
periódicos e recortes de textos veiculados em
diversos tipos de mídias. Os arquivos de jornais
têm normalmente uma característica diferente
de outros arquivos históricos e bibliotecas tradicionais.
São mais dinâmicos e obedecem ao ritmo
imprimido pelas redações no processo de
produção diária das notícias
veiculadas nas páginas digitais da internet e
nas que chegam impressas todas as manhãs às
mãos dos leitores.
Funcionam num primeiro
momento como arquivos correntes, ativos e em plena aplicação
nas atividades do dia-a-dia de uma determinada empresa
ou instituição. As notícias publicadas
hoje, transformam-se em objetos de pesquisas já
no dia seguinte e condição histórica.
As publicações, dependendo da demanda
de acesso e temporalidade, depois são transferidas,
custodiadas e pesquisadas nos arquivos históricos.
Os profissionais de imprensa,
repórteres, redatores, editores, em seu trabalho
diário de elaboração da notícia,
além de suas fontes de informação,
recorrem normalmente aos arquivos, buscando principalmente
atualizações e reconstrução
de perfis históricos relacionados aos assuntos
sobre os quais estão escrevendo.
O Cedoc-RAC - Centro de
Pesquisa e Documentação da Rede Anhangüera
de Comunicação coloca a disposição
para pesquisas as edições no formato papel
dos últimos dois anos, os arquivos históricos
das edições veiculadas desde a fundação
dos jornais Correio Popular (4 de setembro de 1927)
e Diário do Povo (20 de janeiro de 1912), por
intermédio de máquinas leitoras de microfilme,
e recortes de jornais, revistas e periódicos
dos últimos 12 anos. Um banco de textos digital
contendo toda a produção editorial produzida
a partir de 2001 pela Agência Anhangüera
de Notícias (AAN), mais o noticiário publicado
nas edições do Correio Popular e Diário
do Povo desde novembro de 2001, completam esses acervos.
As consultas são
realizadas a partir das estações de trabalho
de cada usuário, via Intranet e por meio dos
pedidos dos textos em suporte papel requisitados diretamente
ao arquivo. Os arranjos arquivísticos estabelecidos
são adequados a essa demanda. São fórmulas,
em principio simples, que permitem o acesso fácil
e rápido às informações
requisitadas por jornalistas.
A metodologia aplicada
e as sugestões de construção de
hemeroteca nas escolas, seguem referências encontradas
normalmente em arquivos de centros de documentação
de empresas jornalísticas. Todavia os arranjos
são amplos e os mais variados, de acordo com
as necessidades e às normas desenvolvidas pela
ciência arquivística.
A apresentação
sobre a construção de hemerotecas nas
escolas procura obedecer esses princípios e nem
se pretende tampouco ser uma fórmula definitiva
sobre o assunto. Mas que procura observar e atender
com sugestões simplificadas as necessidades e
as condições das instituições
envolvidas no Projeto Correio Escola. Definições
resumidas e fragmentos extraídos de obras e textos
de autores ligados ao universo da arquivologia e da
mídia impressa acompanham as orientações.
A proposta é que
as informações, textos, imagens, desenhos,
títulos, circulem entre os profissionais das
escolas como importante reforço ao material didático
oferecido ao conjunto de estudantes como fonte de informação
e saber. Desejamos também que se estabeleça
um olhar crítico sobre essas informações
e que sejam motivos de construção de uma
nova consciência de cidadania. Esperamos também
que esse trabalho de construção de hemerotecas
em unidades de ensino, por mais simples que seja, e
com as mínimas condições possíveis,
permita aproximar o aluno de sua realidade cotidiana,
além de colaborar de maneira significativa com
o aumento dos índices de leitura em nosso Pais.
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Antônio
José Scarpinetti
Coordenador do Cedoc-RAC
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